Um guia rápido sobre formatos de arquivos de imagem

11/01/2019

 

Como líderes na área de Gerenciamento de Ativos Digitais, muitas vezes somos questionados sobre os inúmeros formatos utilizados para arquivos de imagem - especificamente sobre quais devem ser escolhidos para os mais diferentes propósitos. Embora seja fácil responder "qualquer um serve", raramente é esse o caso. Você vai precisar conciliar diferentes formatos para alimentar os diversos canais que utiliza para divulgar a sua marca. E o que você certamente deve fazer é preparar seu conteúdo para que ele possa ser reutilizado diversas vezes em diferentes canais (pense em tamanho e resolução, por exemplo). E, definitivamente, você não vai querer correr o risco de não conseguir abrir um arquivo no futuro, pelo fato do seu formato ter se tornado obsoleto (sim, essas coisas acontecem...).

 

Neste artigo, vamos nos concentrar nos formatos mais utilizados para imagens e nos seus prós e contras. Formatos diferentes servem a propósitos diferentes e, portanto, um princípio básico é manter o seu conteúdo na maior resolução possível (claramente, um logotipo de 32 x 32 pixels não vai servir muito, se em algum momento você precisar criar um banner impresso com esse logo). Naturalmente, você também deve levar em conta o custo para armazenar arquivos muito grandes - e por isso, consideraremos algumas opções que também incluem compactação:

 


 

JPEG

 

Este é um formato onipresente - e por boas razões. Quando você baixa fotos on-line, elas muito provavelmente estão no formato JPEG.  A extensão deste tipo de arquivo é .JPG, por razões históricas - este formato surgiu na época do MS-DOS, quando os arquivos só podiam ter uma extensão de três letras (JPG).

 

O JPEG é um ótimo formato de uso genérico, mas ele usa um método de compactação que gera perdas. Isto pode ser um problema em algumas situações, mas não é motivo para descartá-lo. O formato JPEG economiza muito espaço em comparação com formatos não compactados e, utilizando um nível médio de compactação, você pode facilmente obter um bom compromisso entre o tamanho final do arquivo gerado e a qualidade necessária para produzir qualquer coisa que você precise no futuro.

 

Prós: Produz arquivos relativamente pequenos, adequados para a maioria dos usos e é um formato amplamente suportado pelas aplicações em geral.

 

Contras: Não permite criar transparências e a edição repetida (abertura e gravação) do mesmo arquivo pode degradar sua qualidade (facilmente evitada usando um baixo nível de compactação).

 

 

 

PNG

 

O formato PNG é mais recente e, graças ao seu suporte para transparências, tornou-se um sucesso entre editores da web. Ao contrário do JPEG, ele não utiliza compactação - o que torna os arquivos um pouco maiores - mas isso raramente é um problema para pequenas imagens usadas na web, principalmente na era atual da banda larga.

 

Prós: Adequado para uso na web, principalmente devido ao suporte

para transparência.

 

Contras: Sem compactação - o arquivo gerado é maior do que um JPEG com a mesma resolução.

 

 

 

GIF

 

 O formato GIF teve seus dias de glória, quando as pessoas começaram a criar páginas pessoais no GeoCities, com ícones animados chamativos para se diferenciarem da multidão.

 

Embora muitas pessoas ainda "torçam o nariz" para os GIFs, eles recuperaram força recentemente, com a reprodução de vídeos na web. Um pequeno vídeo pode ser convertido em um GIF animado, que é suportado nativamente em navegadores e é reproduzido sem a necessidade de plugins de qualquer tipo. Embora o formato não inclua som, pode ser uma maneira prática de exibir uma tomada rápida de vídeo ou uma sequência de slides ou de capturas de tela.

 

Prós: Formato amplamente suportado, permite a execução de animações na web, sem a necessidade de plugins.

 

Contras: Limitado a uma paleta de 256 cores - o conteúdo original (imagem ou vídeo) é reduzido para um máximo de 256 cores.

 

 

 

WEBP

 

Este formato é bem mais recente que os demais e reúne várias características mencionadas acima. Foi lançado pela Google, com o objetivo de agilizar o carregamento de páginas web. Ele utiliza compressão (assim como o JPEG), oferece suporte para animações (como o GIF) e para transparência (como no PNG).

 

Entretanto, muitas aplicações ainda não estão preparadas para trabalhar com este formato.

 

Prós: Arquivos menores, com possibilidade de animação e uso de transparência.

 

Contras: Ainda não compatível com todos os softwares de edição ou exibição de imagens.

 

 

 

TIFF

 

Formato geralmente escolhido por profissionais de criação, o formato TIFF oferece suporte a camadas, transparência e outras sutilezas técnicas que esses profissionais apreciam. Como o padrão TIFF não utiliza compactação, os arquivos gerados costumam ser bem grandes. Embora seja possível aplicar compactações sem perdas (a maioria dos softwares profissionais - como o Photoshop - permite aplicar a compactação LZW, por exemplo), esse formato não é adequado para publicação direta na web.

 

 

Prós: Amplamente suportado, o formato incorpora recursos não disponíveis no formato JPEG.

 

Contras: Arquivos geralmente grandes, inadequados para publicação na web.

 

 


RAW

 

Os arquivos RAW formam um grupo à parte - praticamente toda câmera digital que suporta o formato RAW utiliza uma codificação proprietária para registrar os dados da imagem. Por esse motivo, os arquivos RAW costumam ser chamados de negativos digitais e precisam ser "revelados" (editados) digitalmente para produzir um arquivo que você possa exibir. Esse processamento é geralmente feito em softwares específicos (Photoshop Camera RAW, Lightroom, CaptureOne, entre outros), com grande flexibilidade de edição da imagem, sem perdas. Depois de processar as imagens em um desses softwares, você pode armazenar o resultado em qualquer um dos formatos mencionados acima.

 

Prós: Seu "negativo" digital pode ser "revelado" ou editado, com grande flexibilidade, por softwares específicos e salvo em qualquer outro formato.

 

Contras: Arquivos RAW não são aceitos pela maioria das plataformas e softwares mais populares e normalmente precisam ser convertidos para um formato mais "comum". O armazenamento a longo prazo de arquivos RAW é um risco, já que cada fabricante de máquina digital usa seu próprio padrão.

 

 

 

RAW + JPEG

 

 Algumas câmeras digitais são capazes de gerar automaticamente uma versão RAW e uma versão JPEG de cada foto tirada. Isso naturalmente consome mais espaço no cartão de memória da câmera, mas o ponto positivo é que você pode facilmente descarregar a versão JPEG para publicação imediata na web, mídia social etc., sem a necessidade de editar a imagem RAW - que ainda estará disponível para uso com fins mais apurados.

 

Deve-se notar que muitas ferramentas de gerenciamento de fotos, como o FotoStation, permitem que você trabalhe com pacotes RAW + JPEG. Isso significa que o FotoStation combinará arquivos RAW + JPEG para que apareçam sempre como um único arquivo. Desta forma, ao gerenciar seus arquivos, adicionando metadados a eles, por exemplo, ou executando outros tipos de processamento que não envolvam a alteração de dados de imagem (lembre-se, os RAWs precisam ser "revelados"), as alterações feitas são aplicadas a ambos os arquivos - RAW e JPEG. Ao adicionar um número de referência, por exemplo, você pode facilmente usar o JPEG para recuperar o arquivo RAW mais tarde, mesmo que os arquivos se separarem em algum ponto de seu fluxo de trabalho.

 

Prós: Você tem o melhor dos dois mundos. Se você precisar fazer tratamentos elaborados, terá o a arquivo RAW à disposição. Mas se a qualidade do JPEG o satisfaz, você não precisará ter nenhum trabalho adicional e poderá descartar o arquivo RAW a qualquer momento, para economizar espaço de armazenamento.

 

Contras: Dois arquivos ocupam mais espaço do que um, no cartão de memória da sua câmera.

 

 

 

Conclusão

 

Embora seja mais fácil adotar um formato único para atender a todas as necessidades, você pode utilizar formatos diferentes para otimizar a relação entre qualidade, flexibilidade e custos de armazenamento.

 

E com um bom sistema de gerenciamento de arquivos digitais (DAM), você pode manter um único arquivo matriz de melhor qualidade no seu acervo e criar versões sob demanda, em formatos diferentes, de acordo com a finalidade. Isso economizará espaço e eliminará o trabalho de gerenciar formatos múltiplos de um mesmo ativo o tempo todo.

 

 

 

Entre em contato conosco para saber como podemos ajudá-lo a superar os desafios relacionados à grande variedade de formatos de arquivos disponíveis!

 

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